CAMP CRIA DEPARTAMENTO ESPECIALIZADO EM PASTAGENS

A presença da pecuária de corte e leite, além de vasto plantel de ovinos, caprinos e equinos no Município de Prudentópolis é plenamente expressiva, principalmente n,a região norte, onde muitas áreas de pastagens são difundidas para produção de bovinos de corte. Já mais na área central e sul, a presença dos rebanhos destinados à produção leiteira é que ganham grande destaque. E os produtores enfrentam muitos problemas na formação e manutenção de pastagens, principalmente no que envolve o controle de plantas daninhas e algumas pragas que atacam os pastos, com prejuízos consideráveis, haja vista que competem com os animais na busca pela alimentação. Aliado a isso, ainda há o aspecto de nutrição de solos para manter a produção forrageira em quantidade adequada. Em virtude da crescente busca de apoio dos produtores por assistência mais dirigida a essa questão, é que o Departamento de Apoio Técnico da Cooperativa Agrícola Mista Prudentópolis passou a disponibilizar de um profissional que atuará exclusivamente nesse serviço, fazendo atendimento diretamente às propriedades, tanto em caráter preventivo como de ação reparadora de problemas dessa natureza. O Engenheiro Agrônomo Gilvan Mazon começou com esse trabalho a partir deste segundo semestre, e já vem fazendo visitas a propriedades de produção pecuária de corte e leite, dentre outras espécies animais. Segundo ele, já se observa pastagens com problemas de inúmeras plantas invasoras que competem com a produção de massa verde e consequentemente interferem na quantidade de forragem oferecida ao rebanho. Os principais casos de infestação verificados na região são de plantas conhecidas popularmente como maria-mole, losma do campo, buva, guanxuma, joá, assa-peixe, leiteiro, mamica de porca, pata de vaca, leiteiro, aroeirinha, caraguatá, carqueja, dentre muitas outras que são de difícil controle. O prejuízo causado pelas plantas daninhas em pastagens se dá em virtude da concorrência entre plantas na busca por nutrientes, além de luz e água. Por isso, Gilvan destaca que são indicadas ações de controle que busquem diminuir o dano causado por essa disputa. Dentre essas ações, estão os controles preventivos, mecânico ou físico, químico ou se necessário de se implementar a integração dos mesmos. No caso do preventivo, se trabalha com práticas que previnam o surgimento, permanência ou proliferação de várias espécies daninhas em áreas que ainda estejam limpas. Já no caso do controle mecânico, entra-se com a prática das roçadas, manuais ou mecanizadas. Com relação à aplicação dos herbicidas, pode haver um controle específico, fazendo com que as espécies de pastagens implantadas tenham melhor desempenho na produtividade, oferecendo mais massa verde aos animais e gerando maiores ganhos aos produtores. Os produtores que tenham problemas em suas áreas de pastagens e precisem de apoio técnico específico, podem procurar o agrônomo Gilvan no departamento técnico da CAMP.