Erva mate Fonte de energia

Uso

Atualmente seu uso se concentra na área de bebidas por infusão. Estudos, ainda genéricos, da química de suas folhas têm revelado que as mesmas poderão ser fonte para aplicações potenciais na forma de vários produtos e subprodutos. Destacam-se na indústria de bebidas (chimarrão, tererê, chá-mate, refrigerantes, sucos, cerveja, vinho); de processamento de alimentos (corante natural, conservante alimentar, sorvete, balas, bombons, caramelos, chicletes e tomas); medicamentos (estimulante do sistema nervoso, composto para tratamento de hipertensão, bronquite e pneumonia); artigos de higiene geral (bactericida hospitalar e doméstico, esterilizantes e emulsificantes) e uso pessoal (perfumes, desodorantes, cosméticos, sabonetes), entre outros.

Fonte: Secretaria de Estado da Cultura do Paraná)

Indicação

O chimarrão ou o chá dá resistência à fadiga e ativa a circulação, reanimando as forças do corpo e estimulando o cérebro. Contra-indicação: tomar demais pode tirar o sono e dar sensação de fraqueza. O consumo cria certa dependência.

(Fonte: Pastoral da Saúde. Agenda. Porto Alegre – RS).

O chimarrão reanima as forças corporais, estimulante do cérebro, excelente fonte de energia, alivia a fadiga, ativa a circulação, tonifica os nervos e os músculos. A erva cozida é boa para lavar feridas, assaduras, desinfetante, sudorífera, beneficia o fígado. Contém cafeína, por isso vicia, tomando demais, ataca os nervos, produz insônia.

(Fonte: www.ervasechas.hpg.com.br)

Benefícios do Chimarrão

Ingrediente principal do chimarrão, a erva se mostrou um eficaz redutor das reações de oxidação que causam a doença.

Uma tese de pós-doutorado, realizada na Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da USP estudou a ação da erva-mate, principal ingrediente do chimarrão, na prevenção e tratamento da aterosclerose.

Sendo a aterosclerose resultante de um processo de oxidação, a introdução de compostos antioxidantes pode prevenir ou reverter essa situação.A erva-mate, rica em compostos fenílicos, considerados excelentes agentes oxidantes foi admisnistrada em coelhos alimentados com uma dieta rica em colesterol.

Em uma dissertação defendida UFSC demonstrou uma redução de 50% na incidência de aterosclerose nesses animais, após a administração o chimarrão em suas dietas.

Bem sucedido na UFSC, o pesquisador quis provar o mesmo em seres humanos, na USP.

No estudo, após jejum de 12 horas, os doze voluntários da pesquisa retiraram uma amostra de sangue e, em seguida, ingeriram 500 ml de chimarrão. Em nova amostra de sangue, retirada uma hora depois, observou-se uma significativa redução em 65% das atividades oxidantes, tanto no plasma sanguíneo quanto na LDL isolada através de ultracentrifugação (redução média de 53%).

"A LDL ainda estava protegida contra a lipoperoxidação (oxidação da lipoproteína); ou seja, os compostos do chá mate foram metabolizados e as substâncias vindas desta reação (os metabólitos) ainda estavam presentes no plasma total e aderidos à LDL, o que representa uma possível proteção contra o desenvolvimento de aterosclerose", aponta o pesquisador.

O próximo passo, segundo o pesquisador, é verificar este efeito benéfico em maior escala nos seres humanos.

Há também a perspectiva da erva-mate diminuir a incidência de outros problemas cardiovasculares, através da redução da concentração de colesterol, que é transportado no sangue na partícula de LDL.

Sobre a recente constatação feita por pesquisadores do Instituto do Coração (Incor), que liga a aterosclerose à outra proteína, chamada homocistéina, o pesquisador Edson Luiz comenta que, neste ponto, a erva-mate também é benéfica.

"O aumento da concentração de homocistéina no plasma sangüíneo leva à formação de lesões na parte interna das artérias e, conseqüentemente, ao início de um processo que pode culminar no desenvolvimento da aterosclerose", explica o professor. A prevenção e reversão deste quadro podem ser obtidas através de tratamento com vitaminas do complexo B, presentes na composição da erva-mate.

Referências: Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP Agência USP de Notícias